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Crise exige mudança de hábitos
15/06/2008 - O POVO - Fortaleza
Optar pela bicicleta ou caminhadas no lugar do automóvel e reduzir o consumo de insumos plásticos: todos podem reduzir o consumo de petróleo, auxiliando a economia, agora que o preço do "ouro negro" bate recordes históricos.
"Um casal gasta por ano em média 1,4 mil euros (cerca de R$ 3,5 mil) de gasolina em seu automóvel", explicou à AFP Matthieu Orphelin, da Agência Francesa de Meio Ambiente e Controle da Energia (Ademe). Com o preço do barril não parando de subir, esses gastos vão continuar aumentando e a Ademe considera urgente uma modificação dos comportamentos diários.
No que diz respeito aos transportes, o melhor seria deixar o carro na garagem e caminhar, utilizar uma bicicleta ou o transporte coletivo. O trem é preferível ao avião, já que funciona com eletricidade. Se não for possível abandonar o carro, compartilhá-lo está na moda há alguns anos. Tirar o pé do acelerador também é um gesto ecológico, já que reduz o consumo de combustível. Os motoristas que reduzem 10 km/h em rodovias economizam um litro de gasolina a cada 100 km, segundo a Ademe. "As pessoas, entretanto, não estão sensibilizadas à "eco-condução", que permite dirigir de maneira mais econômica", diz Jean-Marc Sangouard, diretor do Instituto Nacional de Segurança em Rodovias e Pesquisa (INSERR).
As alternativas para reduzir o consumo de petróleo também passam pela redução do consumo de plástico. Poucos estão atentos para o fato que o combustível é matéria-prima para sacolas plásticas de supermercados, brinquedos, garrafas de refrigerantes. Agentes ambientalistas recomendam a substituição desses artefatos por outros de pano ou madeira, por exemplo.
Além disso é possível diminuir o consumo pelo uso de uma gama de energias renováveis, como a solar, a eólica ou a de biomassa, a partir de resíduos vegetais. O recomendado é que as pessoas possam nas suas casas criar formas de aumentar a luminosidade através de janelas ou telhas transparentes. Além disso, o uso de eletrodomésticos mais econômicos e banhos mais curtos, reduzem o consumo de energia elétrica.
Nos países do hemisfério norte, um dos consumos mais elevados de petróleo se dá através da calefação para as casas. No entanto, europeus e americanos estão percebendo que melhorar o isolamento da casa pode economizar mais de 2 mil euros por ano. Além disso, existem subsídios concedidos pelos poderes públicos. Há países europeus, por exemplo, que reduzem em até 25% o imposto residencial das casas que reformaram para serem mais bem isoladas termicamente.