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Parque Juscelino Kubitschek vai ganhar ciclovia e mais opções de lazer
09/07/2008 - Bianca Melo - Estado de Minas
A localização entre a vila do Acaba Mundo e bairros da Região Centro-Sul de Belo Horizonte, na prática, pode reunir no Parque Juscelino Kubitschek (JK) moradores das duas pontas. A revitalização do espaço tem como objetivo deixá-lo ainda mais democrático, conforme o diretor-executivo do Sindicato da Indústria da Construção Pesada de Minas (Sicepot), Marcelo Viana. A instituição, responsável pela manutenção do parque desde 1998, iniciou obras para torná-lo mais agradável e atraente, com previsão de término em setembro.
Promessa é dotar área, muito freqüentada, de opções para diversão.
Marcos Michelin/EM/D.A Press
Antes de iniciar as obras, foi feita pesquisa com moradores da região para saber o tipo de lazer que eles procuram. O parque vai ganhar um playground, mesas para jogos, novas árvores e reforma da quadra de futebol. Reparos menores, como pintura de bancos e grades e melhoria nos jardins também estão previstas. “Não é que o parque não esteja bem cuidado, mas as mudanças são para comemorar os 40 anos do Sicepot e os 10 de adoção do espaço”, informa o representante da instituição, que vai investir R$ 400 mil nas reformas. Ele informa que a próxima ação, ainda sem data definida, é a implantação de um bicicletário em atendimento a reivindicação da prefeitura.
Parte da estrutura do JK, com pista de cooper e equipamentos de alongamento para a terceira idade, atrai grande número de idosos, como Maria Aurora Santa Bárbara, de 77 anos, moradora do Bairro Sion. Em atendimento a recomendações médicas, ela caminha no parque praticamente todos os dias. “Aqui tem até aparelho de ginástica. É a minha academia.” O empresário Fabiano Vasconcelos, de 43, passeia com seus dois cachorros todos os dias, pela manhã e à tarde. “Gosto muito de vir, porque moro em apartamento, e para espairecer também.”
Para a decoradora Adriana Abras, de 35, o melhor foi saber dos equipamentos para brincadeiras infantis. “Belo Horizonte é um horror para quem tem crianças, porque não há opção e, quando a gente vai a uma praça, precisa levar um monte de coisas para elas brincarem.” Ontem, ela saiu de casa, no Bairro São Bento, para levar o filho, Edgard, de 11 meses, ao Parque JK.
Segurança
O aposentado Moacir Ângelo, de 65, mora na vila Acaba Mundo e diz que o parque é praticamente a única opção de lazer para seus cinco netos. “Trago os meninos para passear e, se houver mais brinquedos, eles vão adorar.” Ele só reclama da ausência de um posto policial. “À noite, a gente poderia vir, mas há o medo.” O dono da banca de coco, Daniel Amaral Dutra, há 15 anos na região, concorda: “O pessoal reclama muito porque os policiais só passam aqui de vez em quando e, às vezes, tem assalto”. O JK, antes chamado de Parque do Acaba Mundo, é reconhecido como espaço verde público da prefeitura desde 1990. Diferente de outras áreas municipais com reservas de mata, o parque é uma espécie de praça grande com 34,2 mil metros quadrados, às margens da Avenida Bandeirantes.
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