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Uso de bicicleta dobra em dez anos na Grande SP
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06/09/2008 - Gabriel Batista, Diário de S.Paulo
SÃO PAULO - O uso de bicicleta como meio de transporte na Grande São Paulo dobrou nos últimos dez anos. Segundo a nova pesquisa Origem e Destino, feita pelo Metrô, eram feitas 160 mil viagens diárias com bicicleta em 1997. No ano passado, esse número saltou para 345 mil. Nada menos do que 71% dos ciclistas usam a "magrela" para ir trabalhar. Outros 12%, para ir à escola, e 4%, para o lazer.
O uso de bicicletas cresceu principalmente viagens curtas e na periferia. Do total de ciclistas, 82% guardam a bicicleta em casa ou no trabalho, 13% em bicicletários e 5% em locais públicos - acorrentam em postes, por exemplo. Hoje, um terço das famílias da Grande São Paulo tem pelo menos uma bicicleta.
- São viagens de pequenas distâncias, nas quais compensa ir de bicicleta. E isso é mais comum na periferia porque, assim, a pessoa economiza o preço da passagem (de ônibus, metrô ou trem) - diz o secretário dos Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella.
A pesquisa verificou que a principal necessidade dos ciclistas é ter um lugar para guardar a bicicleta - ou seja, sentem mais falta de bicicletários do que de ciclovias.
Um outro dado da pesquisa do Metrô aponta o aumento de viagens a pé, que subiu cerca de 15%. Esse número, porém, é proporcional ao crescimento habitacional na Grande São Paulo. De qualquer forma, hoje, nada menos que um terço da população da região metropolitana se locomove caminhando. Mais de 88% se transportam a pé porque percorrem pequenas distâncias. E cerca de 5% caminham para seus destinos porque consideram o transporte público caro.
Mais da metade dessas pessoas anda a pé para ir à escola. Para o governo do estado, o aumento do número de estudantes explica porque mais gente caminha no dia-a-dia. A pesquisa Origem e Destino é feita a cada dez anos para orientar os investimentos em transporte público. Nesta, foram visitadas 54.571 casas e ouvidas 92 mil pessoas.